Telhado vivo

O arquiteto tem papel fundamental na mudança do estilo e fundamentação dos projetos arquitetônicos. A escolha de soluções mais sustentáveis deve fazer parte do cotidiano dos escritórios mais modernos e antenados às necessidades do mundo.

As cidades são ilhas de concreto e consequentemente de calor. Um resultado desastroso quando falamos em temperatura ambiente e enchentes. Brasília não se enquadra exatamente nessa realidade, mas é notória a diferença climática entre alguns bairros da cidade.

Uma definição em projeto e uma escolha relativamente simples pode trazer grandes benefícios para o usuário e para a cidade como um todo. Imaginem se todas as coberturas ou telhados de prédios e casas fossem jardins… Pensem na visão aérea de uma cidade assim… O clima interno e externo nas redondezas… Tudo que uma cidade em sua brutalidade de concreto pode trazer, os telhados vivos amenizam  e trazem de volta aos grandes centros o som dos pássaros e outros animais que não mais tinham um lugar para chamar de seu.

Essa escolha tem grandes benefícios. Os telhados vivos, assim chamados porque são verdes podem gerar uma economia na conta de luz de até 30%. A França, por exemplo, quer tudo “verde e renovável no alto”. O país aprovou uma lei que obriga todos os novos edifícios comerciais a instalarem telhados ecológicos ou painéis solares.¹

As coberturas verdes além de trazerem um visual mais interessante e belo aos que observam dos outros edifícios, são uma barreira ao ruído externo e um isolante térmico, pois os telhados convencionais permitem que o calor absorvido durante o dia seja totalmente transmitido para o ambiente interno no verão, além de permitir a perda de calor durante o inverno. A camada vegetal reduz o efeito das ilhas de calor urbano e ainda torna mais amena e gradual a troca de calor entre o ambiente externo e interno, o que reduz a necessidade de refrigeração forçada durante o verão e o aquecimento durante o inverno.

Os telhados vivos ajudam a reter as águas pluviais, além de funcionarem como um filtro dessas águas antes delas seguirem para as ruas, atuando, assim, contra a poluição e ajudando no combate às enchentes durante as chuvas fortes. Outras vantagens são o aumento da biodiversidade e da umidade relativa do ar nas áreas adjacentes.

São inúmeras as soluções que utilizam a vegetação para amenizar o microclima das cidades, além das coberturas vivas podemos pensar nas fachadas ventiladas, nas fachadas verdes e nos jardins internos… Assunto, claro, para um próximo post. Até lá!

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Sobre fattoarquitetura

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